quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Engraçado como sempre há uma música. Uma música pra quando estamos tristes, pra quando estamos felizes, pra quando estamos apaixonados. Mas sempre há uma música.
Músicas embalam nossas vidas, grudam em nossas mentes, e disparam pelas nossas bocas quando algo nos faz lembrar delas.
E é engraçado como a gente prefere as que falam de amores. As que cantam amores.
Eu não canto amores, eu escrevo amores.
Não. Não é a mesma coisa se é o que você tá pensando.
Amores cantados são ritmados, rimados e afinados. Meus amores são descompassados, destorcidos, desajustados.
Amores cantados são letras impressas no papel com destino certo. Meus amores são palavras jogados ao vento, levadas pelo vento, para o vento.
Amores cantados tem tempo, duram uma música. Meus amores duram o tempo suficiente para serem eternos naquele momento.
Amores cantados tem sintonia, sinfonia, guitarra, bateria. Meus amores não tem refrão, tudo é central, não tem rima, é tudo anormal.
Eu não canto amores. Eu escrevo amores.
Sem voz ou violão.
Amores cantados viram hinos, serenatas em noite de lua cheia, estão na boca de todos. Meu amores só estão em minha boca e na boca dos meus amores.
Eu não canto amores. Eu escrevo amores.
Amores cantados tocam para sempre. Meus amores sempre tocam.

2 comentários:

Arlequim disse...

não cantamos amores, escrevemos amores. haha
Adorei.
beijo, amandita (chocolate. haha)

Rony disse...

no fim, tudo só dá numa coisa, os tais amores.